quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sobre Desejos e Ideias


Por Dudude.
Janeiro de 2013

Sobre um sentir arte e fazer arte nos tempos atuais
Sobre o que de fato estamos e queremos fazer
Sobre  um sentir e perceber o mundo agora
Sobre o saber para que fazer
Sobre os sobres
Sobre uma certa tendência de se fazer para nada
Sobre uma certa prepotência escondida em vários muitos corpos escondidos de uma certa vaidade contemporânea do viver hoje
Sobre a banalização e velocidade que máquinas tipo celulares super  hiper competentes que propositalmente nos conectam em um pseudo falso mundo e nos retiram do momento agora já está acontecendo
Sobre a necessidade de noticiarmos e noticiar o mundo a todo instante
Sobre a velocidade rasa e frágil
Sobre as maquinas computadores MacBook
Sobre a fuga e o desaparecimento da escrita papel-caneta
Sobre meter a mão e o corpo arcaico na massa
Sobre trabalhos que possuem uma camada de Moderrnooooooooo e enfadonhos
Sobre o esvaziamento da audiência, cansada de assistir o vazio
Sobre um corpo sem órgãos
Sobre um corpo com órgãos
Sobre vísceras reais que escorregam... e sangram
Sobre um corpo que envelhece e vive
Sobre um artista que nasceu no século XX e é obrigado a se metamorfosear e aceitar as regras da virtualidade
Sobre o que estamos, todos nós artistas desta passagem de tempo a fazer com nossas criações
Sobre a vaidade
Sobre a certeza
Sobre a inoperância
Sobre si mesmo
Sobre eu mesmo
Sobre a luta feroz da falsidade
Sobre a vontade de existir
Sobre a vontade de superar
Sobre você
Sobre as coisas do mundo que estão a morrer
Sobre um mundo que guerreia tous le jour
Sobre as aberrações que brotam em cada um de nós seres viventes deste planeta cheio de gente
Sobre o rastro de vida
Sobre coisas leves, doces e macias
Sobre uma arte que toca o ser genuíno do outro, sem ordenar nada, sem dizer nada sobre inteligência cerebral
Sobre a calma, lassidão, solidão
Sobre a incomunicabilidade
Sobre a inocência de uma minoria
Sobre a informação que desinforma sem intenção de...
Sobre a sagacidade
Sobre o instinto que cheira avisa e aguça o espírito
Sobre avançar
Sobre o amor no trabalho artístico
Sobre a crítica
Sobre a valoração da obra
Sobre servir para quê, para quem...
Sobre esse mundo agora
Sobre quem são esses que constroem esse mundo agora
Sobre o mundo seco
Sobre o urso polar
Sobre a ausência da escuridão
Sobre a falta de tempo para viver o inconsciente
Sobre a necessidade de pílulas
Sobre o tempo que perdemos em maquinas
Sobre a insatisfação
Sobre o pequeno mistério
Sobre a vida errante que um artista precisa para buscar o seu alvo
Sobre a autonomia
Sobre o pertencimento de si para estar
Ideias, desejos, vontades
Para quê
Sobre quê
Por quê
Tempo, temporalidades, lucidez

*Um
a
parte

Quando assisto trabalhos em dança, geralmente me perco, geralmente me desolo e, isoladamente, vou buscar em meu amago um sentido de mundo.
Passa o tempo e me espanto com o céu, as flores, pequenos detalhes que me fazem lembrar de pequenos detalhes inexistentes nos trabalhos modernos deste contemporâneo de agora.
Há uma certa valoração de si, uma certa coisa que não consigo explanar.
Aí me vem uma questão:
PARA QUÊ TUDO ISSO?
O mundo em que nossa espécie vive, constrói, está desenganado, ao mesmo tempo em que ganha mais luz artificial, perde em uma velocidade de cometa a luz que lhe é natural, perde tudo que lhe é natural.
De maneira alguma pretendo ser moralista.
As coisas... os movimentos estão escancarados para quem quiser ver sentir e chorar.
Hoje estou assim e confesso são vários e muitos hojes que tenho ficado assim.
Sobre.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Saiu a lista dos Selecionados para a Residência com a Artista VERA MANTERO





Foi grande a demanda!! E mais difícil a escolha. Dada a quantidade de inscritos, aumentamos as vagas de 15 para 20 no total.


Mas ATENÇÃO!!!

Confirme a sua presença até o dia 29 de Dezembro.

Quem não confirmar sua vaga até essa data (29 de Dezembro) perderá sua vaga para um dos inscritos na lista de espera (que segue também abaixo).

Como informado anteriormente, os selecionados receberão em breve um e-mail confirmando sua SELEÇÃO. Este e-mail deverá ser respondido com a confirmação de presença.
Boa sorte e boa residência pra vocês!!!

SELECIONADOS:

1 Beth Bastos (SP/SP)
2 Bruno Portes de Castro (Juiz de Fora/MG)
3 Carol Pedalino (RJ/RJ)
4 Christina Forniaciari (BH/MG)
5 Claudia Muller (RJ/RJ)
6 Giselle Rodrigues (BSB/DF)
7 Helena Vieira (RJ/RJ)
8 Izabel Stewart (BH/MG)
9 Joana Ribeiro (RJ/RJ)
10 Karina Collaço (BH/MG)
11 Laura Collor (RJ/RJ)
12 Leandro de Souza (CAMP/SP)
13 Letícia Castilho (BH/MG)
14 Marcos Moraes (SP/SP)
15 Maria Alice Poppe (RJ/RJ)
16 Mariana Vaz (SP/SP)
17 Patricia Werneck (SP/SP)
18 Paula Pi (SP/SP)
19 Sonia Mota (SP/SP)
20 Tuca Pinheiro (BH/MG)


Lista de espera:
1 Talita Vinagre (SP/SP)
2 Antonio Henriques Vieira (BH/MG)
3 Marise Dinis (BH/MG)
4 Luciana Lanza (BH/MG)
5 Tana Guimaraes (BH/MG)
6 Ariane De Freitas (BH/MG)
7 Cláudia Lobo (BH/MG)
8 Tatiana Melitello (SP/SP)
9 Marcelo Castro (BH/MG)
10 Flor Murta (SAL/BA)
11 Raissa Ralola (RJ/RJ)
12 Mariana Costa (SP/SP)
13 Mariana Delgado (SP/SP)

Que em 2013 não nos faltem flores...














clique na imagem para vê-la maior.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

MURUNDU - Pequenas notas sobre processo de montagem com a Meia Ponta Cia de Dança (BH/MG)

Murundu:

Embolado / Monte de coisa e coisa nenhuma / Monte


Foto: Lena Maia

Nova criação de DUDUDE para o Meia Ponta Cia de Dança, dirigida por Marisa Monadjemi. MURUNDU foi criado para quatro bailarinos/performers; uma obra aberta, pois está em constante exercício de apropriação de descobertas.

MURUNDU propositalmente traz em seu assunto o acumulo de coisas que geram murundus todo o tempo e assim imagens variadas sobre o estar no mundo de hoje e agora.
A palavra de ordem desta criação é “coisificar”, e assim produzir imagens onde o espectador poderá trabalhar a sua sensibilidade de imaginar e criar o significado de o que poderá ser MURUNDU.

MURUNDU, um monte e também um monte de coisas, das mais variadas, juntas, emaranhadas, disformes, misturadas e potentes.

O processo de MURUNDU teve inicio em Agosto desde mesmo ano, precisou de agilidade para a construção da obra em si como dos corpos que dançam esta obra.

Transformar, virar coisas, efeitos,agir como vento, pedra, terra, para tanto a necessidade de se trabalhar diretamente com o poder da imaginação.

Como uma criança, os bailarinos foram se deixando ser, proporcionando ao corpo a possibilidade de serem afetados tanto pelo imaginação quanto pelo assunto tratado em MURUNDU.

Contando com artistas como Marcelo Xavier, colaborador de trabalhos anteriores da Meia Ponta Cia de Dança na concepção da ambientação cênica e figurinos, que foram elaborados dentro de um processo criativo de assistir ensaios, discutir sobre as imagens apresentadas etc. A ambiência sonora ficou a cargo de Renato Motha musico, compositor e parceiro meu de outros trabalhos.

Nosso ponto de partida foi o clima do mundo, o tempo do mundo, o consumo do mundo, como estestópicos,assuntos rotineiros e cotidianos de qualquer humano vivente. Ou faz frio, ou calor, ou chove, ou seca, há sempre um tom de reclame, sempre o tempo é culpado de todas as ingerências do viver contemporâneo e a impressão é que não se olha realmente para o por que de tantas mudanças abruptas.

MURUNDU aborda esta questão do ser humano como mais um no planeta, poeticamente, usando de objetos descodificados de suas funções básicas para assim repontencializá-los criando um ambiente de paisagens inusitadas.

Ao espectador de MURUNDU desejo mergulhem juntos com Murundu e deixem que as imagens falem sobre algo...

Aos bailarinos de MURUNDU digam: divirtam-se, deixem ser imagens.


A Mercado Moderno e a Meia Ponta Cia de Dança apresentam a estreia do espetáculo “MURUNDU”, inspirado no meio ambiente e com com concepção, direção e organização coreográfica de Dudude e direção artística da companhia de Marisa Monadjemi.
Data:  30 de novembro, sexta-feira
e 1º e 2 de dezembro, sábado e domingo.
Horário: 20 horas.
Local: Meia Ponta Espaço Cultural Ambiente
Rua Grão Pará, 185,  Santa Efigênia
fone: 31.3241.2020

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Encontro Prático com MADALENA BERNARDES (SP), dia 08 de Dezembro de 2012


Encontro Prático com Madalena Bernardes (SP),
seguida de Jam, pra celebrar 2012.
Dia 08 de Dezembro de 2012,
na Casa Atelier de Dudude
(Casa Branca, Brumadinho/MG)

Informações sobre valores, como chegar, como acontece etc., entre em contato pelos e-mails maria.dudude@gmail.com ou dudude@dudude.com.br.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CONVOCATÓRIA Residência! [VERA MANTERO] Atelier Dudude Casa Branca 2012


Convocatória Atelier Dudude

Está em vigor a convocatória para inscrição de intérpretes-criadores, bailarinos, interessados em participar do “Encontro Prático com Vera Mantero”, de 21 a 26 de janeiro de 2013. O Encontro Prático, orientado pela artista portuguesa Vera Mantero, faz parte das ações que Dudude oferece em seu atelier, que fica em Casa Branca – distrito de Brumadinho-MG/Brasil*. Serão selecionados 15 artistas de todo o Brasil** através de processo democrático de convocatória, currículo sucinto (até 20 linhas) e carta de intenção de cada candidato.

* A produção não se responsabiliza pela hospedagem, alimentação ou transporte dos artistas selecionados, mesmo os que não residam em Belo Horizonte e arredores. Estes custos são de responsabilidade única e exclusiva dos candidatos. Serão negociados descontos em pousadas e restaurantes da região para os selecionados.
** Todos os participantes receberão certificado de participação.


Das Inscrições
15 Vagas
As inscrições para o encontro deverão ser realizadas até 07 de dezembro de 2012, exclusivamente pelo e-mail: dudude@dudude.com.br
No e-mail, enviar a) currículo sucinto (até 20 linhas) e b) carta de intenção do candidato. Os e-mails dos candidatos deverão ser identificados da seguinte forma. No campo assunto, escrever o texto: CONVOCATÓRIA ATELIER DUDUDE - VERA MANTERO [nome do candidato]. E-mails enviados fora destas especificações não serão considerados.
O resultado será divulgado no blog de Dudude (coisasdedudude.blogspot.com) e no Facebook de Dudude e ficará disponível para consulta a partir do dia 15 de dezembro de 2012. Os selecionados serão também informados por e-mail.
Os interessados podem entrar em contato pelo email: prod.jackiecastro@uol.com.br ou pelos telefones 31.9673.4519 e 31.7814.1430 para tirar suas dúvidas.


1 Por que fazer
A oportunidade de  estarmos compartilhando, trocando, vivenciando ideias, propostas, olhares com artistas de além mar, com realidades diferentes tem em si uma singularidade e importância distinta. Para os artistas do Brasil, estar com profissionais reconhecidos e com trabalhos significativos no campo da dança atual traz, sem menor sombra de duvida, um alimento potente com a consequência afirmativa na alteração de hábitos, no que implica a criação, a maneira com a qual cada um vê e sente a contemporaneidade.

2 Onde
Casa/atelier da artista de dança DUDUDE
Residência Artística, em Casa Branca, Brumadinho/MG Brasil

3 Para quem
Bailarinos, performers, artistas interessados na linguagem da dança contemporânea e seus desdobramentos.

4 Tempo de duração
Imersão de uma semana, durante as tardes, de 14 as 19hs ,de segunda a sexta. No período das manhãs o atelier ficará aberto para os artistas participantes fazerem uso.
Noites livres

5 Data/Período
21 a 25 de Janeiro de 2013
26, sábado, encerramento com mostra de trabalhos dos participantes

___________________________________________


Informações sobre a proposta  de Vera Mantero

O CORPO PENSANTE

A relaxação, o uso da voz, a escrita, a respiração e a associação livre são alguns dos meios a serem usados neste encontro prático de forma a encontrarmos os movimentos e as acções que se estão a passar dentro de nós. Exploraremos alguns deles separadamente de forma a incorporá-los mais tarde em processos de improvisação mais longos e mais complexos. A ideia de entrada num estado particular de consciência será muito importante. A consciência e atenção aos sinais interiores e exteriores (awareness), o uso do espaço e a exploração de objectos e materiais não serão esquecidos.
Ironia e mãos vazias levar-nos-ão mais longe.

SOBRE VERA MANTERO (PORTUGAL)

Estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Começou a sua carreira coreográfica em 1987 e desde 1991 tem mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura.
Dos seus trabalhos destacam-se os solos “Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois” (1991), “Olympia” (1993) e “uma misteriosa Coisa, disse o e.e.cummings*” (1996), assim como as peças de grupo “Sob” (1993), “Para Enfastiadas e Profundas Tristezas” (1994), “Poesia e Selvajaria” (1998), “Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza” (2006) e a sua última criação “Vamos sentir falta de tudo aquilo de que não precisamos” (2009). Participa regularmente em projectos internacionais de improvisação ao lado de improvisadores e coreógrafos como Lisa Nelson, Mark Tompkins, Meg Stuart e Steve Paxton. Desde o ano 2000 dedica-se igualmente ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e co-criando projectos de música experimental.

Em 1999 a Culturgest organizou durante um mês uma retrospectiva do seu trabalho realizado até à data e que se intitulou “Mês de Março, Mês de Vera”.
“Comer o Coração”, trabalho criado em parceria com o escultor Rui Chafes, representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004.
No ano de 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura) e no ano 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.

“Para mim a dança não é um dado adquirido, acredito que quanto menos o adquirir mais próxima estarei dela, uso a dança e o trabalho performativo para perceber aquilo que necessito de perceber, vejo cada vez menos sentido num performer especializado (um bailarino ou um actor ou um cantor ou um músico) e cada vez mais sentido num performer especializadamente total, vejo a vida como um fenómeno terrivelmente rico e complicado e o trabalho como uma luta contínua contra o empobrecimento do espírito, o seu e o dos outros, luta que considero essencial neste ponto da história.”